Mobilidade social através do conhecimento

21 julho 2016

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Categoria Notícias

Roda de conversa na 6ª Mostra debate o tema com exemplos inspiradores

Cursar uma universidade. Traçar caminhos antes inimagináveis. Morar fora do país. Essas foram algumas possibilidades apresentadas aos jovens que participaram da 6ª Mostra IJCA, realizadas nos dias 7 e 8 de julho que teve como tema “Mobilidades: Trajetórias e Cidades”. No primeiro dia do evento, uma roda de conversa com o tema “Mobilidade social através do conhecimento” lotou o auditório da instituição. Além de alunos do próprio IJCA, estiveram presentes estudantes do 9º ano escolas públicas da região e convidados. Participaram da roda de conversa o professor Júlio Vidal, coordenador do projeto de “Olho no Futuro”, da secretaria municipal de Educação de São Gonçalo; Caroline Campos, engenheira de produção na empresa Visagio, Flavio Lacan e Mariana Lopes, ex-alunos do programa Fortalecendo Trajetórias.

O professor Júlio deu início questionando o objetivo de estar ali e  a resposta foi a necessidade de combater os altos índices de evasão escolar. “O que nos move é falar para vocês que não podemos deixar isso acontecer. É uma tragédia para a sociedade brasileira, no qual nós, educadores e instituto, estamos preocupados”, afirmou. Ele argumenta que os caminhos para mudar essa estatística passam pela preservação da memória e projeção de futuro. Para ilustrar, o professor Júlio propôs uma dinâmica, onde os presentes escreveram em pedaços coloridos de papel uma lembrança importante e a definição de futuro. Depois, as pessoas com papeis da mesma cor foram incentivadas a se juntar e conversar sobre o que escreveram. “Não dá para imaginar que vamos ter futuro, se a gente não estabelecer relações saudáveis. O diálogo e o conhecimento são as bases para caminharmos”, concluiu.

Caminhos de sucesso

Caroline Campos, engenheira de produção formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), despertou a curiosidade dos presentes ao compartilhar sua  história de vida. Caroline trabalha na Visagio, empresa criada por dois jovens que se conheceram na faculdade e que opera na lógica de rede, sem seguir o modelo hierárquico da maioria das empresas. Com 13 anos de existência em 2015, a empresa ficou em 3º lugar do ranking das melhores empresas para se trabalhar da conceituada pesquisa Great Place to Work.

Caroline entrou na empresa ainda como estagiária, momento no qual já deslumbrava um caminho de realizações. “Tem uma frase que gosto muito que diz que sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Quando você pensa maior, tem um caminho mais longo para percorrer. Isso te faz acordar todo dia porque se tem um objetivo maior lá na frente”, refletiu. Após cinco anos trabalhando na Visagio, ela recebeu o convite para trabalhar na Austrália. Dificuldades com o idioma, nova cultura, muito trabalho e estudo foram desafio a serem superados nessa etapa. “Na vida, temos que fazer escolhas, colocar na balança e ver quais são as nossas prioridades é primordial”. Entre as dicas para o sucesso profissional, Carolina elenca três pilares para o desenvolvimento  profissional: manter bons relacionamento, sempre estar disposto a aprender e ter excelência técnica.

Flávio Lacan foi o terceiro a falar. Ex-aluno do Fortalecendo Trajetórias, ele é biólogo marinho, formado pela Universidade Federal do Fluminense (UFF). Ele contou que após ser aprovado para ingressar no programa passou a estudar no Colégio Salesiano. Após o ensino médio, ingressou na universidade para concretizar o sonho ter uma formação universitária. “Precisamos ter e cultivar sonhos porque isso nos permite caminhar. Sem sonhos e objetivos ficamos inertes, estagnados”, afirmou.

Também ex-aluna do Fortalecendo Trajetórias, Mariana Lopes, estudou no Santa Mônica antes de ingressar na faculdade de Nutrição, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Embora com dificuldades, ela superou os desafios e está trilhando um caminho de sucesso na vida acadêmica. ” Cobre a si mesmo! Não deixe que os outros venham cobrar de você. Na faculdade não terá ninguém para fazer isso. A responsabilidade é o passo essencial para uma boa adaptação na faculdade e carreira profissional”, aconselhou.

Por Tati Alvarenga
Edição: Jéssica Santos

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